domingo, 13 de março de 2011

Fora da tangente

Sabe quando um vetor tangencia uma trajetória?Esse é um momento crítico, estar exatamente sobre o círculo.Hoje, eu, esse vetor, deixou de tangenciar e começou a sentir.Saiu desvairado, viveu de verdade, tirou uma venda,emergiu de um poço tão profundo quanto o coração humano.Quase sufoquei,quase me afoguei.Quase.Deus teve misericórdia.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A megera não domada

Eu sei que eu vou sempre
Ser a megera não domada,
A grosseira sem razões
Eu sei, minha imagem está acabada
Como cacos de uma vidraça
Que foi quebrada sem causa

Mentira se eu disser que nem me importo
Ou que vou me acostumar
Mas essa fama de mal vou ter que sustentar
Não tem saída, alternativa
Não tem tato, teste, tempo ou tentativa
Que possa me dessa vida me arrancar

Apenas a misericórdia divina

Dor de cabeça

Ilusão imaginar você pra mim
Se você nem sabe compartilhar
Ser amigo, dividir a pizza igualmente
Se você não consegue nem olhar no fundo dos olhos

Vai parecer cruel
Mas eu não lhe quero mais
Nem quero pensar em nossas vidas juntas:
(Pois) pra mim isso nunca foi real

Eu lhe digo mais
Digo que você não deve esperar
Porque não vou, de novo, me enganar

O seu amor (eu sei ) não vale a pena
Ele é tão doentio
Quanto você é



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Dados

Dados

O problema das pessoas
É que elas querem ser únicas,
Quando para alguns
O amor (não) passa de um jogo,
E(fêmero)terno.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ferida aberta

Quando ele telefona
E resseca o ar da flor
Tudo lhe vem à tona
Cortando o que brotou

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Abri os olhos

(De) Hoje (em diante)

Hoje Deus usou
A (tua) morte pra me dar mais vida
Muitos não vão entender
Meu contentamento descontente

Hoje o céu ganhou sorriso
E a terra perdeu tantas cores
Mil amores,alegria e compaixão
A razão ficou,por um instante, muito insana

Ontem eu te vi
Dentro de um saco, preto
Mas não vou me intimidar
Eu sei que ali tu não estavas
(Tentaram me enganar)

Ontem eu chorei,
Hoje, de novo
Amanhã, novamente
É que o vazio é inevitável

Hoje eu caí na escuridão
Mas Uma mão se ergueu
E me disse:
Siga em frente

Essa mão era o nosso Pai
Que me mostrou o presente
Da tua vida em minha vida
Da tua morte em minha morte

Hoje eu acordei de um sono profundo
Pisei o mundo ( de novo)
Lavei a alma (renovo)
Decidi acreditar na cura (possível)

Hoje, não há palavras que expressem
Nem lágrimas que escrevam
Meu amor por ti
Minha dor de saudade

Não mais que de repente
Eu sei, foi tão diferente
Ver seu corpo deitado
Mas eu tenho um consolo:

Saber que tu hoje
És feliz de novo
Não sofres, não sangras
Contas piadas (e gargalhas)

Agora só me resta
Carregar-te pra sempre (no peito)
Chorar, volta e meia,
Vendo uma foto tua

Lembrando das maravilhas
Que passamos juntos
Seguir em frente com mais um motivo:
Você.

sábado, 11 de setembro de 2010

Fatal

Pensar que é fácil
Não torna menos difícil
Ignorar as picadas
Não diminui o inchaço
Nadar contra a corrente
(Nem) Sempre leva à margem certa
Acreditar
Não impõe o acontecer
Perder a vontade de viver
Pode (não) ser fatal