Doce ilusão essa, a do ser humano: pensar que pode engaiolar o tempo em relógio,enquanto continua prisioneiro.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Olhos rasos
Ver vocês e não ter
Mais aquele calor,aquele sabor
Sabor de carinho,de abraço
É mais cruel do que nunca chegar a conhecer
Eu vi no espelho o amor que eu guardei
Eu vi em vocês o amor que eu não soube dar
No coração ficou só o ar
Pus para fora o amor que,antes ,não dei
É que eu amo muito vocês.
Mais aquele calor,aquele sabor
Sabor de carinho,de abraço
É mais cruel do que nunca chegar a conhecer
Eu vi no espelho o amor que eu guardei
Eu vi em vocês o amor que eu não soube dar
No coração ficou só o ar
Pus para fora o amor que,antes ,não dei
É que eu amo muito vocês.
Guardei o vento
Aqui ficaram as suas roupas
Seu óculos escuro eu guardei
Guardei por gostar,mas quase sem ter por quê
Ficaram também memórias
Guardei, e não sei como fazer
Pra ter um jeito meu de mostrar
Pra você guardei
Pensamentos e sentimentos
Palavras ao vento
Palavras pequenas e momentos
Riqueza de detalhes
Guardei também meus olhos
Agora, tão vazios como suas roupas
Seus óculos
Seu óculos escuro eu guardei
Guardei por gostar,mas quase sem ter por quê
Ficaram também memórias
Guardei, e não sei como fazer
Pra ter um jeito meu de mostrar
Pra você guardei
Pensamentos e sentimentos
Palavras ao vento
Palavras pequenas e momentos
Riqueza de detalhes
Guardei também meus olhos
Agora, tão vazios como suas roupas
Seus óculos
Fora da tangente
Sabe quando um vetor tangencia uma trajetória?Esse é um momento crítico, estar exatamente sobre o círculo.Hoje, eu, esse vetor, deixou de tangenciar e começou a sentir.Saiu desvairado, viveu de verdade, tirou uma venda,emergiu de um poço tão profundo quanto o coração humano.Quase sufoquei,quase me afoguei.Quase.Deus teve misericórdia.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
A megera não domada
Eu sei que eu vou sempre
Ser a megera não domada,
A grosseira sem razões
Eu sei, minha imagem está acabada
Como cacos de uma vidraça
Que foi quebrada sem causa
Mentira se eu disser que nem me importo
Ou que vou me acostumar
Mas essa fama de mal vou ter que sustentar
Não tem saída, alternativa
Não tem tato, teste, tempo ou tentativa
Que possa me dessa vida me arrancar
Apenas a misericórdia divina
Ser a megera não domada,
A grosseira sem razões
Eu sei, minha imagem está acabada
Como cacos de uma vidraça
Que foi quebrada sem causa
Mentira se eu disser que nem me importo
Ou que vou me acostumar
Mas essa fama de mal vou ter que sustentar
Não tem saída, alternativa
Não tem tato, teste, tempo ou tentativa
Que possa me dessa vida me arrancar
Apenas a misericórdia divina
Dor de cabeça
Ilusão imaginar você pra mim
Se você nem sabe compartilhar
Ser amigo, dividir a pizza igualmente
Se você não consegue nem olhar no fundo dos olhos
Vai parecer cruel
Mas eu não lhe quero mais
Nem quero pensar em nossas vidas juntas:
(Pois) pra mim isso nunca foi real
Eu lhe digo mais
Digo que você não deve esperar
Porque não vou, de novo, me enganar
O seu amor (eu sei ) não vale a pena
Ele é tão doentio
Quanto você é
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