quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Calculistas emotivos(1)

"Eu não acredito que você está fazendo isso(...)"

Mecanismo de defesa.
É incrível a capacidade humana de destruir o que levou dias ou até mesmo anos em apenas vinte minutos.Tão incrível é também a vulnerabilidade humana notada por esse potencial destrutivo sobre os corações despedaçados.Mas às vezes, isso não nos atinge.

Às vezes somos insensíveis.Talvez calculistas demais.Outras vezes, despedaçados,talvez emotivos demais."Calculistas emotivos", com as benditas aspas, que me permitem usar a citação de alguém muito inteligente, com quem compartilhei filosofias.


As pessoas muitas vezes acham que nos conhecem.Que vêem através da nossa armadura, da nossa pele, da nossa mente, do nosso coração.Elas não vêem.Elas não sabem da metade.E ainda assim, crêem, juram, GARANTEM que você É assim, que SERÁ dessa forma, 'inegávelmente'.Elas pensam saber tudo o que se passa, e acham que você simplesmente não tem esperança, e parecem até mesmo torcerem para você não conseguir.Elas fazem questão de expressar que não acreditam mais em você, no seu sucesso, no seu prosseguir.


Para todas as palavras que te colocam para baixo, Deus permanece dizendo: "cresça!Eu acredito em você...me ouça." Enquanto isso, você permanece encarando a pessoa com um ar de "não é possível que você esteja fazendo isso"...ou então você simplesmente permanece com aquele rosto que parece mais uma proteção de tela e se traduz em "não me pronunciarei" ou "isso já não me importa mais".Esse é um momento crítico.Ou você surta, pensando: "COMO NÃO ME IMPORTEI?!O QUE HÁ DE ERRADO?!" ou você simplesmente NEM REPARA.Tudo parece gélido.Sabe quando há um cãozinho faminto olhando a sua comida e você tenta de diversas formas distraí-lo, entretanto ele permanece vidrado com aquela feição quase irresistível?Pois é, as tentativas são inúteis, porque ele simplesmente não está se importanto com elas.Quase um mecanismo de defesa para se alimentar.


É preciso admitir...estou no limiar.Eu tentei me proteger, tentei não me importar.Chega um momento que você consegue, e se arrepende tanto por ter desejado isso.Eu pensei poder ficar distante, assistir, e tudo ser irrelevante no final.Eu pensei que afastar meu coração era a melhor opção, que eu não ficaria mal.Agora, é preciso quebrar o gelo.Só Deus pode quebrar o gelo que ficou.


Se fez sentido ou não, é uma ótima questão.Entretanto,pra mim fez.Um pedacinho de mim grudou aqui.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Prosa Muda

"A inspiração é fugaz, violenta.Qualquer empecilho a pertuba e mesmo emudece."
(Mário de Andrade)
Prosa Muda
Já dizia nosso velho amigo Mario de Andrade, a inspiração é fugaz.Quem sou eu para discordar?Sigo confluente.
Ah, como eu gostaria de escrever e escrever sem fim, nessa noite escura, na ausência da lua,mas algo me impede.Dissertar acerca de bobagens , casas brancas ou então detalhes, cuidados.Entretanto, algo me prende, sufoca.Algo me impede,e como diz o poeta,emudece-me.Não consigo,portanto,colocar em palavras quaisquer idéias,sensatas ou insensatas.Não hoje.
Deveria me desculpar com meu 'público' de uma pessoa apenas?Desculpo-me, na esperança da compreensão.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Aspas.

Aspas
Benditas aspas.Conheci alguém que deu um novo significado a este componente interessante da linguagem brasileira.
Sendo aspas, precisam ser bem utilizadas.Sendo aspas, podem servir de subterfúgio para não falar das coisas como elas são.Sendo aspas, isso basta (?) Sendo aspas, te faz pensar, confundir, hesitar.Aspas nunca foram tão bem aplicadas.

sábado, 2 de maio de 2009

No fundo do oceano (1)

Nada foi.
Eu não pretendi, garanto a você. Nunca tive planos para começar aquilo que não daria certo. Eu, que sempre acreditei cegamente, tirei a minha velha venda para ver aquilo que não podia antes.
Eu sinto muito por você ter que passar por isso. Eu sinto muito por ter sido assim. Por eu ter sido sempre tão ludibriável. E por ter acabado a enganar não só os outros, mas a mim mesma, quando ousei a acreditar que era real. Nunca foi. Nada foi. Até agora.Eu sinto muito.
Mas eu?Eu já me perdoei.Não posso passar duas vezes no mesmo rio.


(8)Between The Lines - Sarah Bareilles

sábado, 7 de março de 2009

IRRESPON - SÃ - VEL

"Às vezes eu queria você mais irresponsável..."

(...)

Redescobrindo o óbvio {2}




Odiar:v. tr., ter ódio a;detestar;aborrecer;sentir repugnância por;abominar.

Não falamos dela.

Podemos começar agora.Dizia eu que simplesmente ODEIO,isso é, abomino um ato de tal simplicidade e irritância crônicas:sabe quando você está conversando com alguém,e a tensão pode ser cortada à faca.Você busca logo aquela, bem grande, de cortar bolo, porque as coisas começam a se complicar.Então, quando você fala algo, e a pessoa responde com duas palavras,você pode ver claramente dois possíveis fatos,dentre outros não tão claros:

1º - A pessoa está mentindo;
2º - A pessoa está com mil e um pensamentos e idéias na cabeça, mas na tentativa de síntese perdeu todas elas e te deixou na maior curiosidade possível, sem saber absolutamente nada do que está realmente passando por sua cabeça.

Ótimo.Estupendo.Ma-ra-vi-lho-so.Aonde estávamos?Na parte em que tudo continua um mistério!Seria tão bom se as pessoas falassem...falassem!Assim, tão singelo, fa-las-sem!Nós não imaginaríamos aquilo que não existe, eles não pensariam algo que não é bem assim, pois todos nós esclareceríamos uns para os outros o quê realmente se passa.Mas...*quer saber algo sobre a verdade?!Ela machuca*, dói, incomoda, pinica, transforma, muda, decepciona...e então?Nós não falamos dela.Que chatice,que pena(?).Fica a questão.


*Grey's Anatomy 2.15*
[RJ - 07 . março . 2009]

Redescobrindo o óbvio {1}




Oi,tá me vendo?



Ah, eu descobri uma coisa hoje.Na verdade, eu redescobri uma coisa hoje.Uma, uma, uma coisa.COISA, coisa pequena,coisa normal, natural.Hoje, que expressão linda.Mas falo dela algum dia desses que me vierem mais do que reticências, e sim palavras.Palavras?Lindas, com seu poder de sedução, um tipo de potencial.Não levem a mal, mas elas surtem efeitos diversos, e um deles é esse mesmo.Porém, isso também fica para um outro dia qualquer.
Hoje, eu preciso dizer, expressar, contar a coisa que eu redescobri.Que coisa,né?Então.Eu redescobri que...sou brega.Nossa.Extremamente.Nós somos todos.Nós!!É...nós mesmos!Nós somos cafonas, fora de moda,piegas,etc,etc.Como assim?Bem, nós somos...românticos (não fale muito alto,podem descobrir).
O fato de eu estar escrevendo dessa maneira é apenas uma das 173292783091027 confirmações do quão brega eu sou.Eu escrevo sobre sentimentos, sobre o sonho, a paixão, o medo, a decepção.Coisas confusas, coisas esclarecedoras, alegres, tristes, berrantes, diferentes, iguais, estranhas e bizarras - como a de hoje.E eu sou a rainha da cafonice.Eu vou virar a esquina, esbarrar com uma pessoa linda e declarar: oi, eu sou cafona.Poderia traduzir em: oi, eu sou romântica.Oi,eu sou sensível.OOOOOI?Tá me vendo?...oi.
A verdade é que...nós escrevemos sobre muito,sobre tudo e sobre cada.Afinal, escrevemos sobre amor,amor,amor, o amor, os amores,Amor,AMOR,amor.E eu amo ser brega.Obrigada.Oi.
[RJ - 07 . março . 2009]